quarta-feira, 29 de julho de 2009

Teste de edição

Testando novo visual.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Mudanças.

Nos próximos dias faremos modificações no visual do blog, portanto não se assustem se estivermos fora do ar ou coisa parecida.

terça-feira, 7 de julho de 2009

A volta dos que não foram.

Caríssimos leitores (se é que alguém daquela meia dúzia de loucos ainda visita esse blog-fantasma),

É com grande estardalhaço, a pretensão de sempre e uma dose a mais de loucura que anunciamos a volta dos mortos-vivos, digo, a volta dessa bagaça à ativa.

Sim, depois de uma série de debates que não levaram a nada, ficou resolvido em definitivo que não havia nenhum motivo para acabar com o blog (assim como não há razão alguma para mantê-lo).

Dessa forma, os mosqueteiros da estroinice Gustavo, Lucas e Marcelo decidiram que, por falta de algo melhor pra fazer, vão voltar a postar aqui.

E, o melhor (melhor?), dessa vez não somente poesias ou tentativas de poesias mas também todo e qualquer texto digno de publicação, sempre de acordo com os mais absurdos critérios oriundos das suas mentes distorcidas.

Sejam bem-vindos todos os loucos.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Maio

A tarde cai sem cor.
Ao pé do cajueiro amargo
A dor
Rebrota feito mato

O amargor é um fato

Enquanto o amor
Passa ao largo.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O grito

Nem sempre
é a sombra
que esconde
o segredo -
às vezes a luz é que o faz.

O sangue inocente já foi derramado
E, do lado onde deitou seu rubro ardor,
Eis que surge exuberante flor
Com cujas pétalas cubro teu nome.

Na sutil penumbra desse róseo véu
[me refugio
Para esquecer a dor desatinada
De quando, no deserto,
Gritava para o nada:

Irmão meu!
Irmão meu!
Porque viraste um filisteu?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Sobre o Caos (sob o véu)

Sobre o caos
Forma-se uma tempestade de areia
Nascem rosas feias

Pássaros ondeiam
A morte teme passar
O caos, paira no ar
Do dia a dia distante

Formamos hecatombe gigante
Sobre nossos dias febris
E a angústia de outrora
Parece uma menina feliz

Me amaram tantas noites
Desgastadas na insônia
Era o prazer algo sem nome
hoje a ser estudado

Era pra ser tão natural
Mas emergiu-nos o caos
E a agonia moderna

Tenho-te em sonhos
Dos mais encantados
Sonho de longe
Estás do outro lado

Veja a guerra que se forma
lá no meio da praça
Alistei-me, me chamaram
dou adeus, involuntário!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Olhos ferozes
Prenúncio de tempestade calma
Tormenta da mente – tormento da alma.

Verdades ácidas
Dentro palavras cândidas
Brotando o sentimento imberbe
Que inocentemente acolhe,
E embala,
E me perde.

Mas o amor, supremo artesão,
Lapida as arestas do tempo
E outra vez te oferece o presente
Que tantas vezes, ingrato,
Desprezaste.

Olhos noturnos
Crisálidas do sol poente
Sismo da alma – cisma da mente.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Pessimismo

A amada – ausente
O segredo – exposto
O obscuro – à frente
A prisão – meu rosto.

Bem distante o belo
Ao meu lado o estranho
Um medonho selo
Marcado na fronte.

A estrada inexiste
Tampouco o regresso
E o prêmio é o avesso
Do que tu quiseste.

Certa é queda
Presente é o medo
O antes é o nada
E o futuro, um erro.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

De floresta em floresta
Na nudez compassada da relva
Rolar nas folhas
Rasgar o vento
Correndo

De primavera em primavera
Deparar-me com um outono
Ser livre e frio
Lento
Vestir selvas

Como todo ser civilizado.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Prisioneiro

Na estrada onde passo
Passa um trilho,
Vagão escasso de vida,
Roça de feijão e milho,
Braço na lida.

Então me calo
E debulho pensamentos.

Na estrada onde passo
Vou pelo que vejo
E o que não vejo
É justamente o que sou:
Sombra ligeira que cala,
Ao passo que o motor fala.

Na estrada onde passo
Passa o sol
Rasante na cordilheira -
A esperança certeira
Aprisionada no ciclo interminável
Dos dias e noites.

Da estrada onde passo
Resta uma imagem:

A motocicleta
É uma malvada flor vermelha
Que desliza sobre o asfalto
Atraindo inocentes borboletas amarelas
Para a morte.